A
primeira vez que o vi
seus olhos
tinham versos
de poesia
Eu
ouvia cada olhar e
toda
a íris do seu olho vibrava
em
diferentes tons
Tudo em minha mente
se acalmou
Todas
as vozes
os monólogos
desenfreados
tudo parou
E não importava se
por apenas cinco minutos,
mas ele os fazia parar.
Eu gostava de observá-lo
dormindo, porque quando eu
fechava meus olhos, ele acendia
luzes de
natal sobre
minha cabeça
porque sabia que eu
tinha medo do
escuro.
Quando falava
sua voz soava
um
folk
na mesa, deixava cair
um blues
No seu sorriso eu deixava
a vitrola desligada
só para ouvir seu
samba tocar.
Quando ele dormia
meus olhos
viviam uma contradição.
Sua boca não fazia curva
a linha do seu queixo
O
S
C
I
L
A
V
A
entre uma
e outra
canção
de algum sonho de
embriaguez,que fazia
sua pele vibrar em
diferentes megatons.
Perguntavam-me
Sinestesia?
Sim, anestesia
[E]
ele anestesiava
qualquer dor
Todo o embaraço d i
s t o
r c i
d o
Frenesi ensandecido
da
minha mente
AH!
como ela mente.
Recitaram um poema e
nele duas laranjas não
precisavam se completar
“Pois tu és laranja
inteira”
Meu bem, eu te dizia isso e
alheio à tudo
você sorria
e me dizia
que eu te fazia
BORDAR.
S
N
A
R
T
Eu costumava explicar
para quem
quisesse entender
mas agora,
não deixo nem as fotos
para quem queira ver
Pra quê?
Não iriam
Entender.
Nos versos daquele mesmo
poema
disseram
“A vida toda procurastes um amor
daquele que te ama
invariavelmente
teu abrigo
teu carinho
teu porto seguro.”
E eu ainda hei de encontrar
e você
haverá de
encontrar.
Não seremos nós
pois do nós
fizemos o sou
Por que era assim
que tinha que ser?
[Não]
Porque enquanto alheio
à tudo
você sorria, eu
costumava dizer:
- vá, e que vá para bem
l o n
g e
ou para bem perto.
Vá, mesmo que desperto
para sonhar,
Porque ninguém vive
tendo amado uma
vez só
Vá, porque eu sei
que
sabes
voltar.
( Para um quase amor)
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Palavrinhas do leitor