quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A ÉPOCA DA ABJEÇÃO

   (E a mentira da voodoo e seus derivados)


Bom mesmo é mandar carta, escrever no papel
       manchar a tinta, entrar na mão.
 Os tempos atuais não nos permitem fazer isso. 
                        Que pena!
 A de lamentação mesmo, não a da caneta.
Existem outras coisas manchadas, além da caneta e da mão. 
           E por falar em coisas manchadas...


  Eu dormi e sonhei.
Sonhei com uma
falsa dicotomia
                                       subjetiva
                                      em tudo. 
 Voodoo era
o seu Deus
e
 era bonita e
colorida
                                              todos riam.

 Eu dormi e acordei
era tão paradoxo
que me perguntaram
como foi que suportei.

E a diversidade?
Questionei
                                        Não tem
É só classismo.
Ah, mas que bonito
esse sonho que
sonhei.

Nele eu vi um grupo
transgressor
inova[dor]
Mas eu dormi e acordei.

Toda a transgressão
não passava
de um cânone
de hedonismo confundido
com eversão.

No meu sonho eu vi
Ginsberg recitando
os expoentes da sua geração
destruídos pela loucura
e ai, eu vi alguma
salvação.

  Mas eu dormi e acordei
E alguém veio
me dizer que a
loucura deles é só
um desfile de decadência
formado com aparência.

                           
        
      
                                    

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