segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DANIEL


Hoje eu levantei só pra te dizer tudo aquilo que você faltou em dizer. Você acreditaria se eu dissesse que até o caminho eu decorei? E entenda bem, se aos teus olhos sobrevivi foi só pra te lembrar
Que já é fevereiro e não tenho pressa ainda posso ficar até o próximo janeiro. E te ouvir cantar o sabiá até o próximo mês chegar.
Mas ah, naquele lugar eu ia só pra disfarçar Sorrir amarelo e te ver transbordar no olhar com a mesma insistência que me faz recordar.
Das tardes de Fevereiro, que a cidade ao parar, atropelou. De todas as noites que subia a Augusta me servindo seu silêncio como prato principal do nosso jantar. De quando eu te dizia que sua cerveja não fazia minha poesia virar. De todo gesto incompleto, onde não falava de outra coisa a não ser de sua boêmia. Das vezes em que virava a esquina, e assim, subjetivo usava a fumaça do cigarro pra disfarçar um olhar.
Mas você precisa saber que, se teci um caderno inteiro feito de mel, hoje faço todas as minhas rimas terminadas em Daniel.

Um comentário:

Palavrinhas do leitor